Assessoria de Imprensa

Alunos discutem a crise dos refugiados na Europa durante a 1ª ONUECSA

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Visando a discussão de temáticas relacionadas ao desenvolvimento e adversidades enfrentadas pela humanidade, com objetivo de obter resoluções para problemas globais, a Escola Chave do Saber (ECSA) deu início ao projeto piloto ONUECSA – ACNUR, que consiste na simulação da Assembleia Geral da ONU. O primeiro simulado aconteceu na última sexta-feira (12), na instituição de ensino, cujo o foco foram os refugiados na Europa.

Os problemas enfrentados pelos refugiados são tratados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), criado pela Resolução n.º 428 da Assembleia das Nações Unidas, que tem como missão dar apoio e proteção a essas pessoas em todo o mundo.

Segundo a consultora e conselheira pedagógica do Grupo Saber, responsável pela aplicação e direcionamentos do projeto na ECSA, Magna Celene Parreira de Assis, “a crise dos refugiados na Europa chama a atenção devido ao fato de envolver vários países e maior parte deles não quererem se comprometer em receber e investir nessas pessoas”.

Ao todo, a delegação mirim foi composta por treze alunos do 8º e 9º ano do Fundamental II, que representaram países distintos, escolhidos por eles. A princípio, a missão foi estudar sobre a história do país em questão, além dos aspectos político-econômico, social e territorial.

De acordo com Magna, cada delegado – denominação para os representantes de cada país, formulou e apresentou um documento formalizando seu posicionamento e comprometimento com a causa.

“Esse registro se chama DPO – Documento de Posição Oficial. A partir dele os delegados puderam ter uma visão mais ampla de quais seriam os países que poderiam firmar uma aliança e quais teriam mais dificuldades para negociações”, explicou.

Magna enfatizou ainda que a participação na atividade é algo totalmente voluntário, que não vale pontos. “Foram aproximadamente um mês e meio de estudos. No início muitos alunos se interessaram em participar da simulação, mas somente aqueles que estavam dispostos, de fato, a dedicar seu tempo para estudar ficaram no projeto”, comentou.

A simulação da ONU propicia aos alunos o desenvolvimento da capacidade de argumentação, oratória e retórica, entendimento sobre documentos e convenções internacionais, poder de liderança e tomada de decisões, técnicas de negociação, entre outros.

“Já estamos treinando o professor de geografia para darmos continuidade ao projeto e abordar temas diferentes. A ideia é preparar esses jovens para o futuro, inclusive na hora da escolha de um curso superior. Hoje é muito comum colocar no currículo as atividades extraclasse na educação básica. Isso faz toda a diferença”, ressaltou.

Desafio Surpresa

Durante a Simulação ONU, quando os delegados debatiam resoluções para o problema dos refugiados na Europa uma grande “notícia”, dada por um integrante da imprensa, mudou o rumo das discussões. Um barco com cerca de 350 pessoas, metade delas crianças, estava em alto mar, rumo a Itália, e em menos de uma hora afundaria. Porém, o país havia anunciado que não poderia recebê-los. Os veículos de comunicação aguardavam um respaldo da delegação. O que fazer?

A resolução: Preocupados com destino daquelas pessoas, os delegados tinham apenas três minutos para chegarem a uma solução. Após calorosa discussão, três países se uniram, Portugal, Espanha e Turquia, e entraram em ação com o envio de helicópteros para o resgate. Estados Unidos e Líbano se comprometeram em ajudar financeiramente.

Pedro Afonso, do 9º ano, é um dos alunos participantes da simulação e delegado do Líbano. Mesmo o seu país não estando envolvido diretamente com a questão dos refugiados na Europa, foi um dos que mais participaram e interagiram, abraçando a causa como se estivesse na vida real.

“Essa simulação foi algo muito importante, até mesmo pelo desenvolvimento psicológico que proporciona para a gente. É fantástico, espero que continuem. Temos a expectativa de que aconteça uma vez ao mês, abordando temas diferentes. Pretendo continuar sempre, até o final do ano se possível”, comemorou.

ACNUR

A maioria das pessoas pode contar com seus países para garantir e proteger seus direitos humanos e a sua integridade física e mental. Entretanto, no caso dos refugiados, o país de origem mostra-se incapaz de dar essa garantia.

A proteção de refugiados e das populações deslocadas por guerras, conflitos e perseguições é a principal missão do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, que busca soluções adequadas e duradouras para estas pessoas. Trabalha para assegurar que qualquer indivíduo, em caso de necessidade, possa exercer o direito de buscar e receber refúgio em outro país e, caso deseje, regressar ao seu país de origem.

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