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CANTINHO DA IMPRENSA

CRP 18 / Release


Carta de Bauru que representa marco na luta antimanicomial completa 30 anos

14/12/2017
 

Dezembro de 2017 marca três décadas do documento que é um dos marcos do movimento dos profissionais que trabalham  na área da saúde em defesa dos direitos humanos e pela extinção dos manicômios, propondo uma mudança de paradigma da exclusão pela internação para o cuidado em liberdade, como alternativa de tratamento de doentes mentais.

“Lutar pelos direitos de cidadania dos doentes mentais significa incorporar-se à luta de todos os trabalhadores por seus direitos mínimos à saúde, justiça e melhores condições de vida”, afirma trecho da Carta de Bauru redigida durante o II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde, em dezembro de 1987.

O Encontro de Bauru, 30 anos da luta antimanicomial, reuniu, nos dias 8 e 9 de dezembro, cerca de 2 mil pessoas, entre pacientes, usuários dos serviços de saúde mental,  familiares, profissionais, estudantes, gestores e  representantes de entidades da sociedade civil.

“Foi emocionante retornar à cidade de origem da carta, que é um marco do movimento pela humanização do atendimento às pessoas com transtornos mentais, agora com a presença de em torno de  700 usuários e familiares participando ativamente do Encontro”,  conta Zeni Luersen, conselheira do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP-18MT), que participou do evento. O momento também foi de reflexão para que os profissionais da saúde devam se manter unidos e na resistência contra o desmantelamento das políticas públicas.

No evento deste ano, foi redigida a nova Carta de Bauru que inclui a infância e a juventude. O trecho que contempla a infância e a juventude diz que “a presença protagonista de crianças e adolescentes e seus familiares nesse encontro é um marco histórico e indica a importância da continuidade e avanço das políticas públicas de saúde mental intersetoriais para crianças e adolescentes”.

Política de saúde mental – O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso referenda e posiciona-se junto com o  Conselho Federal de Psicologia repudiando que é contrário à proposta do Ministério da Saúde de mudança na política de saúde mental.

Entre as modificações propostas pelo governo estaria a manutenção de leitos em hospitais psiquiátricos, a ampliação de recursos para comunidades terapêuticas e a limitação na oferta de serviços extra-hospitalares.  Para o Sistema Conselhos o texto do Ministério da Saúde contém pontos que desfiguram a política de saúde mental e retrocedem na conquista de direitos.

Documento com referências técnicas para psicólogas(os) sobre relações raciais é lançado

12/12/2017

“Mais do que uma referência, esse documento é uma das respostas do Sistema Conselhos de Psicologia às demandas do movimento negro para “a produção de teorias e que contribuam com a superação do racismo, do preconceito e das diferentes formas discriminação”. Esta é uma citação logo no início da cartilha de Relações Raciais - Referências Técnica para a Atuação de Psicólogas(os), lançada esta semana pelo Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP 18-MT).

Este relatório também marca a retomada do trabalho do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop). A técnica do órgão em Mato Grosso, Fabiana Tozi, fez um breve histórico da atuação do centro, que foi criado em 2006 para garantir reflexões sobre a prática profissional dos psicólogos no Brasil no campo social.

Tozi explicou que o documento foi produzido por meio de referências técnicas com especialistas e sempre teve como objetivo principal contribuir para superar o racismo, preconceito e descriminação racial. Esta é uma discussão antiga, mas somente agora foi concluída e resultou na elaboração da cartilha, que poderá ser um parâmetro para atuação da(o) psicóloga(o).

O documento foi elaborado com a participação do movimento negro de Mato Grosso, por meio de debates promovidos pela Subcomissão de Relações Raciais, vinculada à Comissão de Direitos Humanos e Políticas Públicas do CRP18-MT, sob a coordenação do conselheiro Carleandro Roberto de Souza.

Além de lançar a cartilha, o CRP aproveitou para promover um debate sobre a atuação dos psicólogos no sentido de combater o racismo ao povo preto com a participação do professor do Curso de Psicologia da UFMT Maelisson Silva Neves e da psicóloga Emanuelle Carine da Silva Souza, membro do Núcleo de Estudos de Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (Nepre/UFMT), sob a mediação de Carleandro.

A presidente do CRP, Morgana Moura, falou sobre a importância do debate. “Não basta apresentar este documento, precisamos discutir como executar”, comentou ao abrir o evento.

Carleandro destacou a construção coletiva do documento com a participação do movimento negro e agradeceu a colaboração de todos os envolvidos. Ele pontuou ainda que apesar de a cartilha representar um avanço para a classe é preciso que as discussões continuem. “Não é porque o documento foi lançado que temos de concordar. As portas estão abertas e as sugestões são bem-vindas dentro de uma construção coletiva”.

Maelisson falou que desde quando cursou a faculdade nunca foi discutido sobre estas relações raciais e a posição do psicólogo no combate ao racismo. E apesar de ser uma necessidade antiga, o documento vem num momento importante dentro do contexto político por qual o país vive e a profissão do psicólogo também vem passando.

O professor falou sobre alguns dados que assustam e pelo fato de a população passar por um branqueamento que não é pela miscigenação, mas sim pelas mortes do povo preto. Ao analisar o mapa da violência, por exemplo, percebe-se uma redução no número de mortes das mulheres brancas, mas um crescimento significativo das mulheres pretas.

“Este documento representa um passo importante para nós psicólogos. É um marco o afastamento do psicólogo do senso comum. Temos muito que lutar e este documento é uma arma na luta”, afirmou.

A psicóloga Emanuelle elogiou o retrato histórico que é trazido do povo negro para que se possa entender um pouco melhor este sofrimento. Para ela o documento representa uma conquista diante do atual momento, mas adianta que é um começo e ainda muito tem que se discutir para melhorar.

“A cartilha vem para desmistificar estas discussões e tentar chamar para uma conversa. (...) O sofrimento causado pelo racismo é uma cicatriz secreta e precisamos dar uma resposta. É um avanço, mas precisamos de mais. Este documento para um psicólogo que nunca teve contato com estudos é de fato um bom contato, mas precisa se aprofundar e pensarmos mais sobre nossas práticas”.

Talita Gonçalves, estudante de psicologia e membro dos coletivos Kilombo Cassangue de Psicologia, Só Podia Ser Preto, e Instituto de Mulheres Negras (Imune), falou sobre a necessidade de se pensar numa “psicologia preta”, levando em consideração que a colonização já foi feita de maneira a descaracterizar o povo negro que resultou no “embranquecimento” da população. “É preciso pensar que tipo de psicologia queremos e nos apropriar do que nossos ancestrais trouxeram. A colonização apagou nossa memória e precisamos de uma psicologia que pensa na comunidade africana”. 

Encontro sobre Laicidade e Religiosidade debate violência e respeito à individualidade

22/11/2017

Dizer não à violência e o respeito à individualidade do outro foram os assuntos destacados durante o 3º encontro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP 18-MT) com a temática Laicidade e Religiosidade na Atuação da Psicologia. O evento ocorreu na noite de quinta-feira no auditório do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso.

A presidente do CRP 18-MT, Morgana Moura, ressaltou que a proposta desta temática foi pensando nas últimas repercussões dentro da Psicologia, como a questão da Resolução 001 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que vem sendo questionada judicialmente para garantir a realização de terapias de reorientação sexual, além de fatos como a depredação de centros de umbandas.

“Quando olhamos para a questão  da Laicidade as vezes a gente esquece de falar do aspecto da religiosidade no atendimento, seja no âmbito clínico seja em políticas públicas, tem que ser considerado a religiosidade e esta é uma das críticas que as pessoas fazem à Psicologia. O psicólogo não pode se posicionar no atendimento, no sentido de incentivar, mas para entender o processo de subjetividade da pessoa”, comentou.

A conselheira e coordenadora da Comissão de Direitos Humanos, Zeni Luersen, comenta que a escolha do tema surgiu durante alguns debates e também por conta das questões atuais em que o Conselho vem trabalhando como a defesa da permanência da Resolução 001.

“A grande questão em se tratar junto estes dois temas é justamente a confusão que se faz. O que seria a laicidade? Então não se poderia ter uma escolha religiosa? E isto é um equívoco. Isto é uma questão pessoal que não se deve deixar influenciar no trabalho, porém, ocorre um entendimento de que, por algumas vezes, acaba ultrapassando esta barreira. Queremos trazer isto para discussão justamente para mostrar que devemos sempre respeitar a individualidade do paciente, respeitar sua escolha e a religiosidade faz parte da subjetividade humana”, explica.

Dentre os debatedores, estava o defensor público Marcos Rondon Silva que defendeu que o Direito não tem legitimidade para regular a laicidade e religiosidade como vem ocorrendo com frequência no Brasil. Ele optou por não comentar as últimas decisões, por entender que se trata de uma questão técnica e apontou uma preocupação com o fato de o discurso religioso ser normativo e violento.

“O homem é uma rede de crenças e desejos e não se resolve desejo em tribunal. Se a religiosidade não é do direito como esse desejo se estrutura? Simplesmente não resolve. O que precisa é ser solidário e pensar no sofrimento do outro. Encerrar a dicotomia do nós e ele”, argumentou.

O psicólogo e psicanalista Amarildo Ferreira Campos pontuou que o Brasil vem seguindo uma tendência de pensar sob a ótica de apenas uma religião e é preciso pensar democraticamente. Ele ressalta ainda que sabe que nunca se terá uma unanimidade, mas que é preciso dizer não à violência. “O trabalho da Psicologia é contra toda forma de violência”, afirmou.

Cerca de 100 pessoas marcaram presença no encontro e a psicóloga Tatiane da Costa Corrêa foi uma delas. A profissional destacou que este é um tema que complexo e como foi dito durante o debate não se encerra neste momento, mas servirá como base para que ela possa se aperfeiçoar. “Este foi meu primeiro contato com o tema e avalio como positivo e agora vou buscar mais conhecimento e novos debates para ter uma opinião sobre o assunto”, comentou.

Encontro dos Profissionais de Psicologia Jurídica de MT ocorre nos dias 23 e 24

14/11/2017

O I Encontro dos Profissionais de Psicologia Jurídica de Mato Grosso, idealizado pela Comissão de Psicologia Jurídica do Conselho Regional de Psicologia (CRP 18 – MT), ocorrerá nos dias 23 e 24 de novembro, no UNIVAG, Centro Universitário de Várzea Grande-MT. Tem como objetivo promover o encontro dos profissionais para o diálogo da categoria frente às múltiplas perspectivas da atuação de psicólogas e psicólogos na interface com a Justiça.

Ao todo serão seis mesas temáticas que pretendem contextualizar a Psicologia Jurídica em Mato Grosso com dados preliminares, apresentar os desafios dos profissionais com relação aos aspectos éticos e técnicos e na atuação junto ao Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Delegacias, Casas Lar, Sistema Prisional e Sistema Socioeducativo. Para encerrar o evento a temática será: “A Psicologia Jurídica no ensino, pesquisa e extensão nas Instituições de Ensino Superior”.

Serão dois dias de amplo debate que visam a reflexão de temáticas referentes ao fazer profissional bem como as questões éticas envolvidas na atuação dentro deste campo. Além disso, ao final do evento, será construída uma proposta para dar encaminhamento às demandas apresentadas.

O Conselho Regional de Psicologia e os membros da Comissão de Psicologia Jurídica esperam a participação efetiva dos profissionais atuantes na interface com a Justiça e os estudantes de psicologia para que seja possível um diálogo mais próximo com a categoria e com encaminhamentos de proposições condizentes às necessidades dos profissionais, para que desta forma o CRP-18, por meio da comissão de psicologia jurídica, alcance os objetivos a que se propõe.

Faça sua inscrição no site do evento: www.even3.com.br/PJMT.

Certidão negativa pode ser solicitada pelo site. Prazo é de dois dias úteis

09/11/2017

O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP18-MT) vem disponibilizando ao longo do ano de 2017 a emissão de Certidão Negativa para as(os) profissionais psicólogas e psicólogos por meio do site de forma gratuita e prática. Trata-se de um sistema novo, que permite fazer tudo on-line, sem a necessidade de deslocamento até a sede da autarquia.

Mas é importante atentar para a necessidade de preencher corretamente os dados, que devem ser os mesmos que constam do cadastro feito pelo profissional junto ao Conselho, inclusive é preciso preencher o número do registro profissional.

Após o pedido a(o) solicitante receberá um e-mail com o link para a impressão do documento ou caso a certidão não seja liberada receberá informações sobre os motivos da negativa.

Importante salientar que a Certidão é liberada até dois dias uteis após a solicitação, prazo necessário para que o CRP18-MT verifique se não constam débitos ou processos éticos disciplinares.

Para emitir a Certidão Negativa é só acessar o link: www.crpmt.com.br/certidao-negativa.

Encontro reunirá psicólogos para discutir religiosidade e laicidade na atuação profissional

08/11/2017

A Comissão de Direitos Humanos e Políticas Públicas do Conselho Regional de Psicologia (CRP-18MT) realizará o 3º Encontro Temático de 2017, desta vez para discutir laicidade e religiosidade na atuação dos profissionais da Psicologia. 

O evento será realizado no dia 16 de novembro, das 19 às 21h30, no auditório do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O debate, que será mediado pela presidente do CRP-18MT, Morgana Moura, terá a contribuição do defensor público Marcos Rondon Silva e do psicólogo Amarildo Ferreira Campos.

“A proposta do tema do encontro parte da premissa que o psicólogo pautar sua atuação na laicidade não implica alegar que as pessoas devam ser desprovidas de espiritualidade ou de suas crenças religiosas, pelo contrário, é o que garante a pluralidade e a igualdade de direito”, explica a coordenadora da Comissão de Direitos Humanos Zeni Luersen.

“O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano”, complementa a coordenadora.

Inscrições – Os interessados em participar do evento devem enviar nome e telefone para o e-mail contato@crpmt.org.br. O CRP-18MT emitirá certificado de participação.

Psicólogos são incentivados a participar da elaboração de políticas de assistência social

Psicólogos presentes no I Encontro Mato-grossense de Psicologia na Assistência Social foram incentivados a participar ativamente da elaboração e fiscalização do cumprimento das leis de assistência social nos municípios mato-grossenses onde atuam. O chamamento da categoria foi feito pelo Conselho de Psicologia de Mato Grosso (CRP-18MT) no evento realizado em Cuiabá, no dia 30/10, que antecedeu o início da XI Conferência Estadual de Assistência Social.

"A NOB-SUAS - Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social - foi implantada em 2005, e foi atualizada em 2012. A presença da Psicologia no campo das políticas públicas também é recente, sendo marcada, historicamente, pela expressiva participação política da categoria. Durante esse período, e após a regulamentação da NOB-RH-SUAS, passamos por um processo que nos exigiu mobilização política para ocupar esse espaço conquistado e se firmar como parte integrante e imprescindível”, afirmou a coordenadora da Comissão de Assistência Social do CRP-18MT, Sheila Carla de Queiroz Gomes.

Uma das formas de garantir a participação do profissional de Psicologia é a presença nos conselhos municipais de assistência social, que reúne representantes do governo e da sociedade civil para discutir, estabelecer normas e fiscalizar a prestação de serviços sociais públicos e privados em assistência social.  

Segundo representante do CRP-18MT, um dos principais objetivos do encontro foi proporcionar espaço para troca de conhecimento e experiência entre os profissionais que atuam em Mato Grosso.

O objetivo do evento foi ao encontro dos anseios dos profissionais. “Eu, como recém-formada e atuando no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) levo a experiência de outros psicólogos para aplicar no desempenho do meu trabalho”, afirmou Nathália Correia Pontes, de Nova Ubiratã.

A avaliação positiva do evento é compartilhada também por Raquel Gonçalves Peron Heiderich, de Rondonópolis. “Foi uma ótima iniciativa. Como a presença do profissional psicólogo no SUAS (Sistema Único de Assistência Social) é recente não temos muito espaço para falar e discutir, é uma angústia. Existe pouco material para consulta, então a oportunidade de nos encontramos para a troca de experiência auxilia enormemente no desenvolvimento do trabalho”, afirmou.

Como encaminhamento do encontro, a representante do CRP18-MT Sheila Carla de Queiroz Gomes explicou que no âmbito da Comissão de Assistência Social será avaliada uma forma de criar um canal permanente de troca de experiência entre os psicólogos do SUAS para atender a necessidade dos profissionais.

 

Encontro discute importância da atuação da Psicologia na Assistência Social

O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP18-MT) abriu, na manhã desta segunda-feira (30/10), o I Encontro Mato-grossense de Psicologia na Assistência Social. O evento, que ocorre no Centro Universitário Univag, reúne psicólogas(os) e acadêmicas(os), além de assistentes sociais, com o objetivo de discutir e refletir sobre a atuação dessas(es) profissionais no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

“Para o CRP é um marco histórico, principalmente no cenário em que estamos, em que nos deparamos com o desmonte gradativo das políticas públicas”, enalteceu a presidente do CRP18-MT, Morgana Moura. Segundo ela, é um espaço para receber informação, mas também de troca, com palestra e oficinas. “Espero que todos possam trazer as contribuições da atuação no dia a dia e assim nós possamos construir cada vez mais estratégias que possam potencializar essas vidas que demandam do nosso atendimento”, frisou.

A coordenadora da Comissão de Assistência Social do CRP18-MT e organizadora do evento, Sheila Gomes, também falou da felicidade de realizar o encontro e da participação dos profissionais da área. “A nossa satisfação é ver a Psicologia comprometida com as demandas sociais. Isso representa um redirecionamento e marca a transformação da trajetória histórica da Psicologia. Muito me alegra ver que existem psicólogas(os) dispostas(os) a atuar nessa área diante da conjuntura atual de cortes e desmonte”, salientou.

“Conseguimos nos fortalecer dentro do SUAS, conquistar espaço e saber qual é o nosso papel. É um momento crucial para a gente discutir sobre o espaço conquistado”, opinou a psicóloga Ligia Paula Bastos Lima, representante da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (SETAS).

A programação da parte da manhã contou com a palestra “Práticas da Psicologia no Sistema Único da Assistência Social (SUAS)”, com a conselheira do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais e professora da PUC Minas, Márcia Mansur. “Acho muito importante o CRPMT fazer esse evento sobre o SUAS, que é uma área muito importante hoje para a Psicologia, e precisamos muito debater, conhecer mais, conversar sobre isso”, disse. “A Psicologia vem cada vez mais desenvolvendo teorias e metodologias próprias, adaptando seu saber ao saber que a política de assistência social necessita. Precisamos trocar saberes e experiências”, reforçou.

A mesa de abertura contou ainda com a presença de Luiz Guilherme Araújo Gomes, coordenador do curso de graduação em Psicologia do Centro Universitário Univag, e de Luana Peralta, representante do Fórum Estadual das(os) Trabalhadoras(es) do SUAS de Mato Grosso.

A programação, realizada no Auditório II do Bloco C do Centro Universitário Univag, prossegue na parte da tarde com oficinas temáticas.

Fonte: Pau e Prosa Comunicação

CRP18-MT realiza I Encontro Mato-grossense de Psicologia na Assistência Social

20/10/2017

O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP18-MT) realiza, no dia 30 de outubro (segunda-feira), o I Encontro Mato-grossense de Psicologia na Assistência Social. O evento, que ocorre no Centro Universitário Univag, é voltado as psicólogas(os) e acadêmicas(os) e tem como objetivo promover uma ampla discussão e reflexão sobre a atuação das(os) profissionais da área na Política de Assistência Social mato-grossense.

A programação, que vai das 8h às 16h, será toda realizada no Auditório II do Bloco C do Univag e inclui conferência, oficinas temáticas e apresentação cultural. Para participar é preciso fazer a inscrição por meio do endereço www.even3.com.br/EMAPAS. Mas, atenção, é importante que (a)o participante faça a opção pela atividade da qual deseja participar. Não há cobrança de inscrição.

Confira a programação:

 

8h às 9h: Credenciamento

9h às 9h30: Mesa de Abertura

Morgana Moura - Conselheira presidente do CRP18-MT

Sheila Gomes - Coordenadora da Comissão de Assistência Social do CRP18-MT b

9h30 às 9h45: Apresentação cultural

Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos do Município de Várzea Grande (MT)

10h às 11h30: Conferência de abertura

“Práticas da Psicologia no Sistema Único da Assistência Social (SUAS)”

Palestrante: Mestre Marcia Mansur

 

11h30 às 13h30 – Intervalo de almoço

 

13h30 às 16h: Oficinas Temáticas

 

• Tema 01 – “A Psicologia e o Trabalho Social com Famílias”

Facilitadoras(es): Amailson Sandro de Barros, Carleandro de Souza e Sheila Gomes;

 

• “A atuação da Psicologia nas medidas socioeducativas (PSE)”

Facilitadores: Silbene Oliveira, Eliane Acosta e Flavia Palazzo

 

• “Elaboração de documentos escritos por Psicólogas(os) na Assistência Social”

Facilitadores: George Moraes, Reghysmere Alves e Luana Peralta

 

16h: Encerramento

“Chamamento para uma Psicologia comprometida com o SUAS”

Conselheiras(os): Sheila Gomes e Junio de Souza Alves

Delegadas(os) na Conferência Estadual da Assistência Social

CRP 18-MT repudia decisão da Justiça de monitorar adolescentes com tornozeleiras

26/09/2017

O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRP18-MT) emitiu nota de repúdio em relação à decisão do juiz Raul Lara Leite, da 2ª Vara Cível de Juína (MT), de determinar o monitoramento de adolescentes infratores do município por tornozeleira eletrônica. Segundo o documento, redigido pela Comissão de Direitos Humanos e Políticas Públicas da autarquia, a medida, além não ter fundamento legal, está em desacordo com os objetivos da socioeducação e fere princípios como o da dignidade.

O CRP 18-MT lembra que nem o Estatuto da Criança e do Adolescente e nem a lei federal que criou o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) respaldam a decisão. “Esse recurso não é uma medida socioeducativa prevista em lei e não garante nenhuma forma de socioeducação, não possui nenhum caráter pedagógico, não proporciona o despertar da consciência para a responsabilização e desaprovação da conduta infracional”, diz a nota.

O documento afirma ainda que o uso de tornozeleira é “um atentado à dignidade do adolescente em liberdade, posto que insere um dispositivo que discrimina, coloca numa condição diferenciada e desfavorável socialmente, provoca ainda mais repulsa e desprezo social [...] e perpetua o estigma contra o adolescente dificultando sua integração social”. Além de alertar sobre possíveis efeitos colaterais na formação da identidade desses jovens, “uma vez que o uso da tornozeleira pode reforçar o status que o ato infracional proporciona e a visibilidade que adolescentes, muitas vezes invisíveis socialmente, encontram na prática infracional”.

O CRP18-MT reafirma seu posicionamento contrário à decisão judicial e aponta como imprescindível o chamamento da comunidade mato-grossense e dos atores do sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes para discutir a decisão do juiz Raul Lara Leite, que abre precedente para outras medidas no mesmo sentido.

 

Fonte: Pau e Prosa Comunicação

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