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Hoje é dia de arte! E não estamos falando da Criação

Que a Pau e Prosa é uma agência com excelentes publicitários, muita gente sabe. Mas que estes publicitários são também artistas, talvez nem todo mundo saiba. No Dia Mundial da Arte, celebrado hoje (15), a Pau e Prosa apresenta os dotes artísticos da “turminha da arte”. E para aqueles que não nasceram com nenhum dom artístico, fica o gosto pelas mais diferentes artes. É o caso também de outros paueprosianos, amantes da música, cinema e arquitetura.

O primeiro do quarteto de publicitários artistas da Pau e Prosa é o Diretor de Arte, Oscar Siqueira, que passou a infância colocando no papel os desenhos animados e super heróis que mais gostava. O que começou como diversão, transformou-se em um instrumento de comunicação e expressão do Oscar, que hoje, vê seus desenhos como parte de quem é e do que quer falar ao mundo.

“A arte que eu faço me tira da rotina, me faz pensar em outras coisas que quero para mim, além de ser uma forma de expressão e construção pessoal. Escolhi a Publicidade por ser o mais próximo do desenho, que é o que sempre gostei de fazer. Hoje o desenho é fundamental para o meu trabalho como publicitário”.

Quem também teve o despertar para a arte na infância, foi o nosso Redator, Neto Costa. Curioso por saber como se faziam os filmes e documentários que passavam na TV, ele encontrou as respostas anos depois no cinema. Nascido em Marília, no interior de São Paulo, ele costumava gravar vídeos caseiros para a escola até começar a escrever seus próprios roteiros. Em 2018, a brincadeira ficou séria e o curta metragem “Como ser racista em 10 passos”, produzido por ele, levou prêmios de melhor produção e melhor ficção em mostras de cinema de Mato Grosso. O curto despertou ainda outro interesse em Neto, o cinema negro.

“Algumas escolas usaram o curta para discutir o racismo com jovens e eu percebi o quanto isso é importante. Conseguimos encher a sala de cinema na estreia, com dezenas de pretos na plateia. São estas coisas que fazem valer a pena todo o trabalho. Quero produzir mais pelo cinema negro e levantar outras questões”.

Já na fotografia, os donos das câmeras são os diretores de arte Allan Galhardo e Diego Almeida. Ambos têm pelo menos uns 10 anos de experiência e muitas fotos incríveis para se orgulharem. Na vida do Allan, a fotografia chegou antes da faculdade de Publicidade, meio “por acaso”. Trabalhando em uma loja de fotografia em Cuiabá, a arte passou a lhe chamar a atenção aos poucos. Quando percebeu, já estava comprando câmeras, lentes, filmes e investindo no novo hobby.

“A fotografia utiliza vários elementos artísticos para registrar a imagem. Há movimentos, iluminação, dramatização, entre outras linguagens. Gosto de fotografar pessoas e também do estilo Fine Art, que muitos dizem ‘parecer pintura’. É interessante trabalhar luzes e cores. Sem isso, não se tem uma boa foto. Assim como na pintura, em que a iluminação também faz a diferença”.

O skate era marca registrada do Diego Almeida até ele pegar gosto pela fotografia. Reunido com amigos pelas ruas de Cuiabá, ele percebeu que não havia fotógrafos na roda e que as manobras e estilo dos skatistas acabavam ficando restritos aos próprios skatistas, não saindo daquele grupo de pessoas.

“Eu comecei a fotografar porque ninguém fotografava. Aos poucos, o skate foi deixando de ser visto só por quem praticava, passando a ser respeitado também como arte e manifestação cultural e acredito que minhas fotos ajudaram nisso”.

Turma do “não sou artista, mas…”

Apesar de também ser publicitário, o Coordenador de Criação, Jefferson Belmonte, não faz parte do grupo de artistas da Pau e Prosa. Porém, é um fã e tanto de museus, construções arquitetônicas e arte em geral. Sabe o Museu do Louvre? O Jeff já foi. A Monalisa? Ele já viu de perto. A Torre Eiffel? Jeff também viu. Não bastasse o talento para a publicidade, nosso paueprosiano aprimorou seus dotes artísticos cursando também Arquitetura. Amante de arte é assim.

A música é a paixão da dupla de jornalistas Bruna Pinheiro e Luiz Fernando Vieira. Ela, coleciona ingressos de shows de seus artistas preferidos. Só o beatle Paul McCartney, ela já viu três vezes! Ele, tem em casa um acervo com mais de 1,5 mil CDs. As bandas de rock e heavy metal dominam a playlist do Luiz, mas o jornalista tem outras preferências musicais, muitas delas publicadas em suas matérias no caderno de Cultura de um jornal de Cuiabá.

Isso tudo mostra que a arte está de diferentes formas à nossa volta. Tanto para quem está do lado de quem produz, quanto de quem consome.  Mesmo tendo sido criada para homenagear o nascimento de Leoanardo Da Vinci, um dos maiores artistas de todos os tempos, o Dia Mundial da Arte celebra todos os tipos de arte. A Pau e Prosa tem muito orgulho de seus artistas e dos não artistas também!

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Artigo

Um salve à afronta de ser jornalista

Feche os olhos e imagine o país liderado por um imperador, com trono, família real, monarquia, palácios e toda aquela parafernália aristocrática. Sim, esse Brasil já existiu. Hoje, não mais, embora até pareça às vezes. Em 07 de abril de 1831, Dom Pedro I renunciou ao cargo máximo de poder no país. Ok, mas o que isso tem a ver com um artigo sobre o dia do jornalista?

Continuando. A data surgiu da afronta da categoria e eu explico. O processo de renúncia de Dom Pedro I contou com episódios dramáticos, brigas, disputas de poder, muita denúncia de corrupção, e mais um monte daqueles acordos que permeiam a política desde que ela é política. Assim como a política agia como age, o jornalismo também. Giovanni Battista Líbero Badaró era um deles. Jornalista e médico, este italiano radicado no Brasil foi um dos maiores nomes da oposição ao imperador, com centenas de reportagens em que relatava os abusos da família real, liderados principalmente por Dom Pedro I, além das tentativas de censura à liberdade de imprensa. Algo que, infelizmente, volta à tona no Brasil de mitos e heróis que não honram capa alguma.

Os livros de história e também de jornalismo se dividem em afirmar se o imperador teve ou não a ver com o assassinato de Líbero Badaró, cerca de um ano antes da renúncia. O fato é que a morte dele levou também ao fim do primeiro reinado brasileiro. E jornalista, que é um povo debochado e afrontoso, dedicou a data da renúncia de Dom Pedro I para celebrar e homenagear a profissão. Daí 07 de abril ter sido escolhido.

Não é de se espantar que a imprensa seja o alvo preferido de políticos. “Mentirosos, caluniadores, inimigos do povo, comunistas, coxinhas, maconheiros, sensacionalistas, propagadores do ódio, pró-governo, do contra, hackers”. O dicionário de A a Z para xingar jornalista é lotado de verbetes. No fundo, todo jornalista sabe que será xingado em determinado momento da apuração e publicação de suas matérias. E, mesmo sabendo disso, continuamos. Seguimos, porque a vontade em escrever, e a afronta também, obviamente, está em nós. Para quem duvida, pergunte ao jornalista da roda qual sua matéria marcante. Aposto, com quase 100% de certeza, que será alguma em que foi possível desafiar alguém, um político, uma empresária, um juiz, uma prefeitura, o presidente. Gostamos disso.

Embora baleado e com várias cicatrizes, o jornalismo de verdade vive! Sua existência sempre foi, é e continuará sendo peça fundamental para a resistência de um povo. A pátria livre, que tanto lutaram para que fosse conquistada (e esperamos que assim continue), não fica em pé sem uma imprensa livre, honesta, ética e, por que não, afrontosa também.

Bruna Pinheiro é jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afrontosa e debochada, assim como qualquer mero jornalista. Escreve também na Pau e Prosa Comunicação, que pelo nome é outra afrontosa.

 

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